Provas: Great North Run e Paris-Versailles 2010
Relato enviado em 20 de outubro de 2010
Great North Run num domingo, Paris-Versailles no outro
Aproveitei minhas férias desse ano para fazer uma prova fora do Brasil. Pesquisei várias corridas e decidi fazer a meia maratona de Newcastle, a Great North Run, em setembro. Meses após a confirmação da inscrição, soube de uma corrida em Paris que aconteceria enquanto estaria na França e não pensei duas vezes: fiz a inscrição para a Paris-Versailles também.
A meia maratona de Newcastle tem uma estrutura espetacular e me surpreendeu desde as prontas respostas por e-mail em todas as vezes que precisei tirar alguma dúvida até a entrega da medalha.
O kit dos chamados overseas (residentes de outros continentes), é feita no dia da entrega do chip, em um espaço onde é possível encontrar tudo sobre o universo da corrida além de inscrições para outras meias e maratonas pela Europa. Aliás, o kit é realmente completo. Além da camisa, número de peito e chip, o kit ainda inclui bolsa térmica especial, massa pronta, várias barrinhas de cereal, vaselina, gel para dores musculares, suplementos, revista sobre a corrida, gelatina, desodorante e muito mais. Enfim, você é surpreendido com a estrutura desde o começo. A cidade inteira é mobilizada pela corrida e as ruas são tomadas por todos os tipos de atletas e torcedores. Além da elite e os amadores, como eu, muitos correm por diversão sem se importar com o tempo final. O que já era de se esperar quando é anunciado o número de participantes: 54.000!
Durante todo o percurso, centenas de ingleses ficam na porta de casa, ruas, pontes, etc, torcendo. A cidade vira uma grande festa. Mas apesar da grande quantidade de pessoas nas ruas, o dia seguinte é surpreendente. Não se vê nenhum resquício de corrida na rua. O que já era de se esperar, afinal estamos falando da Inglaterra.
Mas algo fica a desejar, ou não… Depende do ponto de vista. Inglês é pontual e isso não se discute. Se a grade da largada fecha às 09:45, nem adianta chegar atrasado das longas filas dos banheiros químicos. Não tem conversa! Vi muitos, mas muitos tendo que ir pro final da largada e quem tinha o pace igual ao meu e largaria na frente, precisou passar grande parte da corrida desviando dos retardatários. Vi muita gente revoltada, gritando com os seguranças. Tudo em vão.
O clima ajuda e, apesar do frio de uma chuva fina que caiu minutos antes da largada, senti um calor tremendo com uma camisa de manga comprida, que logo tirei e amarrei na cintura. Não é tão frio para se agasalhar tanto e nem quente e abafado como estou acostumada. Temperatura ideal em contraste com o percurso não tão ideal assim. Enfrentei subidas e descidas intermináveis. Sempre soube que a GNR tem vários uphills e downhills, mas um dos últimos é de matar. Muito, muito íngreme e quase impossível de correr de fato. 90% daqueles que estavam à minha volta se renderam e andaram, assim como eu. Vi duas ou três pessoas passando no trote e só, o que prejudica o pace que só é recuperado na linha final, num grande downhill.
Completei a minha primeira prova internacional e minha sétima meia maratona feliz, mas não tão realizada porque não fiz um bom tempo. Completei com 2:21:21. Apesar de não ter gostado do resultado, a prova valeu pela experiência. A Great North Run é super organizada e com um astral maravilhoso. Eu recomendo! Dias depois da prova, eles oferecem um pacote com fotos, vídeo de chegada, cartaz e certificado por algumas libras, que vale pela recordação.
Na semana seguinte, encarei os 16km da Paris-Versailles como treino, para soltar. Como a ideia era aproveitar o tempo que estaria na França para correr, não me preocupei com o pace e corri por puro prazer. Registrei tudo em fotos e vídeos.
A entrega do kit é feita na entrega do chip, com uma estrutura tão boa quanto a de Newcastle, porém menor. Como os parisienses são mais frios, quase não se vê pessoas nas ruas, que ficavam mais na largada e chegada. Mas o que vale é o visual da prova, que me chamou a atenção pela beleza. Quase não se vê mulheres correndo e outra coisa que me chamou a atenção foram os postos de água que também ofereciam laranjas! Já na GNR, muitos postos ofereciam jujubas, balas, doces e tinham postos de vaselina, além de outros de lenços de papel. Pois é, lenços de papel para secar o suor! Coisa de europeu.
Outra coisa que vale lembrar… Antes de fazer a mala eu conferi tudo umas mil vezes, mas esqueci o polar!!! Só me dei conta na véspera e não consegui encontrar nenhuma loja aberta em Newcastle. Isso me prejudicou muito porque não sabia o meu pace. Consegui comprar um novo em Paris, em uma loja que vende tudo para corrida. É a Boutique Marathon. – http://www.boutiquemarathon.com/
Coloquei os vídeos das corridas no Youtube. As duas são sensacionais e eu recomendo ambas!
Vídeo da Paris-Versailles –>http://www.youtube.com/watch?v=WKBKsGoUZ6M
Vídeo da GNR –> http://www.youtube.com/watch?v=10YgMb2nMpU






















LUIZA REIS, estive lendo sobre sua corrida em PARIS, assim como vc amante e apaixonada pelas corridas , tb sou seu seguidor, a 15 anos participo de corridas pelo BRASIL, tenho vontade de participar da corrida PARIS VERSALHES, mas tenho algumas duvidas, por isso se vc colocasse seu e-mail aminha disposição ficaria feliz, tenho duvidas de como vou me inscrever se a moeda é diferente, eu euros, dei uma lidinha rapida no preenchimento da ficha achei meio complicado, deveria ser mais simplis, como vc conseguiu resolver isso, fico no aguardo de uma resposta, grato
Grande Luiza. Parabéns pela corrida. Gostei muito da sua “reportagem”. Muito bem documentado e bem-humorado. Também gosto muito de correr. Vou me inspirar no seu exemplo. Continuo visitando o seu site e vendo suas fotos. Boa sorte mocinha, Feliz 2011!! Abraço Guilherme (curso Atelie da imagem)
Adorei!!! Parabéns!
Arrebentou, Luiza! Quero fazer a maratona de Paris, mas a Paris-Versailles parece ótima. Muito bom o vídeo!
Amiga adorei!!!
Bjs
Sandra